A noite cai. A cidade se aquieta à medida que escurece e o ar é cada vez mais frio. Madrugada. O barulho das teclas do computador agora parecem explosões cortando o silêncio da metrópole. São milhões de pessoas que agora dormem, mas outras estão acordadas. Policiais, enfermeiros, radialistas, guardas-noturnos, profissionais de diversas áreas estão acordados. Mas não apenas eles, há gente sem profissão alguma que também não dorme, a saber, os criminosos.
Ladrões, assassinos, viciados, maníacos, perturbados e meticulosos, todos estão neste contingente humano que superlota o espaço urbano. Onde eles estão neste momento? Muito longe das teclas deste computador ou apenas do outro lado da parede do meu apartamento? Eu me pergunto e afasto qualquer suposição que sirva de resposta, temendo a probabilidade da segunda ser real. O fato é que muita coisa já aconteceu com alguém em situação idêntica a minha. Pessoas tranquilas, calmas, que só querem um pouco de paz num esforço de convivência boa e fraterna foram mortas impiedosamente. Não posso cometer o erro moral de achar que sou melhor que qualquer uma delas. Eu também estou a prêmio.
Rapidamente, recorre-me uma lembrança: o número 190 está à mão. Três dígitos e posso ficar em linha com os anjos das 24 horas, a polícia. Uma onda de calor humano e uma sensação de conforto começam a dissipar minha insegurança, mas não resiste à razão que me perturba: até que ponto a polícia protege? Se voce tiver uma viatura à porta do condomínio? E se o criminoso for o vizinho? Pior, se for o marido, ou a esposa, como mais recentemente deu no noticiário, o que fazer?
Ouço com tristeza gravações que explodem na mídia revelando a experiência indesejável de quem teve que pedir socorro ao 190. Dois toques de espera no telefone devem soar como uma eternidade para quem estar sob a mira de uma arma.
Agora, já não divago em pensamentos. Sim, é real e estou em linha. Para cada toque, uma pancada ainda mais vigorosa pode-se ouvir na porta. Agora são duas pancadas para cada toque de espera. Três pancadas a cada toque e...a porta vai ao chão. No cômodo onde estou refugiado, em minha própria casa, ouço a voz do policial do outro lado da linha: "Central de Polícia, Alô?" Exito se ainda é sensato ou não abrir a boca. Ainda a pouco, nos primeiros toques da ligação, poderia falar, até mesmo porque o barulho da porta sendo arrombada evitaria que me ouvissem. "Alô", continua a voz do policial no outro lado da linha. Minha casa foi invadida por marginais e eu estou fechado em um cômodo, informo. Eu começo a falar baixinho tudo de uma vez e percebo que o policial está falando comigo ao mesmo tempo. Ele pede que eu fale mais alto, mais compassado e que mantenha calma. Nesta hora eu já nem sei se posso explicar a ele o que estava antes tentando explicar quando ele me interrompeu. Meu pânico é maior do que qualquer raciocínio. Em situação normal eu perderia a calma e o mandaria ir ao inferno, no entanto, agora minha sobrevivência é mais forte que meu orgulho. Aliás, não tem orgulho nenhum, refugiado em um cômodo com a casa tomada por assassinos.
Eles estão aqui, bandidos. Passo as informações que para mim deveriam ser suficientes. "De onde está falando? Qual o endereço?" Pergunta o polícia. Eu passo o endereço a cada sílaba penso que serei descoberto. O policial me pede para não desligar o telefone e informa que uma viatura está a caminho. Ouço o barulho da porta sendo estilhaçada e resolvo contrariar o policial jogando o telefone sobre o armário do pequeno cômodo, mas não sei se consigo desligar. O bandido entra, põe a arma sobre a minha cabeça e, no breve espaço de um segundo de silêncio, ouço a voz do policial ao telefone, perguntando se eu ainda o ouço. O bandido também o ouviu. E, por milagre ou por maldição, o policial me pede para manter a calma e diz que uma viatura já está à porta de minha residência. Eu não acredito no que ouço, mas logo um outro barulho irrompe o silêncio. São tiros. O bandido dispara contra meu rosto e se volta correndo para a porta, em fuga.
Sem noção de tempo, eu acordo no hospital e me preparo para saber o que mais aconteceu depois de tudo isso que narrei. Pronto, doutor. Pode falar. Onde estão meus filhos? Minha esposa? Eles dormiam no quarto enquanto eu estava no escritório. O que aconteceu com eles? Em silêncio, eles se olham.
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quarta-feira, 11 de julho de 2012
domingo, 27 de maio de 2012
Família é...
Família é pais e filhos, esposo, esposa, irmãos.
Não confundir família com parentes. Parentes são aqueles que no passado eram família, mas se separam para formar, cada um, a sua própria família.
Há filhos biológicos, e há também filhos adotivos, nascidos do coração.
Família pressupõe conforto, segurança, afeto e sentido.
Conforto: ter um lar onde possa viver a desenvolver atividades básicas, como abrigar-se,alimentar-se, higienizar-se, educar-se,etç.
Segurança: defender-se e ter quem defenda dos perigos da natureza, onde possa cuidar de si e dos outros familiares, onde os direitos à integridade física e espiritual sejam respeitados.
Afeto: onde a educação aconteça com amor, onde o carinho, a compreensão, e o respeito mútuo sejam abundantes entre os familiares.
Sentido: onde a vida tenha um sentido, onde a religião, ou a ausência de religiosidade, permitam ao indivíduo trilhar seu próprio caminho pela vida e encontre respostas para a maior parte das questões humanas.
Agora, se voce acha que família é algo definido pela mera capacidade sexual reprodutiva, ou por questões de gênero sexual, sinto muito, mas só posso pensar que voce não considerou a família em sua plenitude.
Família engloba mais que sexo, mais que reprodução. Até mesmo porque, se o vínculo biológico fosse maior que o vínculo afetivo, voce teria ai já entristecido os filhos que são chamados assim por pais adotivos, isso em todos os modelos de família.
Família depende muito mais do amor, do que dos sexos. A opção sexual não faz um filho deixar de ser filho. Isso, porque o amor de seus pais vence o preconceito.
A família é algo tão mais amplo que até engloba essas questões de diferenças sexuais.
terça-feira, 8 de maio de 2012
Colocar senhas em pastas com fotos no Windows XP Prof
Acesse:
Iniciar>
Meus documentos>
Minhas imagens:
Aberta a pasta Minhas imagens, clique em Arquivo, selecione Novo e desça até Pasta compactada(zipada) e clique para criar a pasta zipada.
Pronto, voce criou uma pasta zipada(veja abaixo à direita):
Agora, coloque as imagens a serem protegidas dentro dela(veja abaixo).
Atenção: para arrastar as fotos(arquivos) de dentro da pasta Minhas imagens para a pasta zipada que criou, voce deve clicar com a tecla esquerda(a mais comum) do mouse sobre a foto(ou arquivo)e manter o dedo pressionado enquanto move(ou arrasta) até a área da pasta zipada. Quando a foto(ou arquivo) estiver posicionado sobre sua pasta zipada, solte a tecla(veja o exemplo acima). Pronto,voce confere a conclusão da transferência abrindo a pasta e verificando se o arquivo realmente está la dentro.
Como percebemos abaixo, a transferência foi concluída com sucesso(veja abaixo).
Agora, clique em Arquivo e escolha Adicionar uma senha...(veja abaixo):
Abrirá uma caixa. Nela, digite a senha(que voce inventar) na caixa superior e a confirme na caixa inferior. Para finalizar, clique em OK(veja abaixo):
Até mesmo voce precisará da senha para visualizar a imagem.
Se a Carolina Dieckmann tivesse feito isto, talvez quem subtraiu suas fotos tivesse encontrado um pouco mais de dificuldade.
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Voce tem atitudes seguras enquanto navega? Teste aqui!
Redes sociais, mensagens instantâneas, sites, e-mails... Não faltam opções para ser divertir e trabalhar na internet, mas será que você conhece os cuidados necessários para navegar sem dores de cabeça? Descubra respondendo às 15 perguntas do teste a seguir.(Comece já!)
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