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quarta-feira, 14 de novembro de 2012
Acorda Dilma! "Companheira" dá à luz em portaria de maternidade de Brasília
Gislene Ramos teve o bebê na portaria do Hospital Regional de Ceilândia, no Distrito Federal, após 13 horas de espera por atendimento médico. E o Brasil vai bem, não é senhora presidenta?
A brasileira, com título de eleitor e RG na mão, foi assistida, sabe por quem? Pelos próprios pacientes que, pacientemente esperavam também por atendimento. Agora, se uma mulher em trabalho de parto já não estava sendo atendida, imaginem voces aqueles que só tinham uma perna quebrada, nada assim tão grave que não se possa esperar por 13, 15, 24 horas, não é?
Gislene Ramos, de 25 anos, entrou em trabalho de parto por volta de 2h desta terça-feira (13). Ela foi ajudada por pacientes que aguardavam atendimento.
O bebê passa bem, mas eu acho que esse será um brasileiro parecido comigo: que não acredita numa só palavra que sai da boca de um política, seja quem for e em época algum, dessa ou daquele outro cara de peroba.
Ainda vai ser apurado se houve ou não negligência. Não, não houve não, é que a mulher gosta de dá à luz no piso frio e duro de uma recepção, às vistas de todos os outros paciente. Esse país não é sério, mesmo. (A reportagem Original é do G1)
sábado, 30 de outubro de 2010
Debate de ontem - Mal ou bem, o Brasil segue...no piloto automático
Ontem tivemos mais um debate entre os presidenciáveis José Serra e Dilma Rousseff, e novamente eu não assisti até o fim. Aliás, os outros (acho que foram dois) não vi nem mesmo o começo. Não que eu não ache interessante, pois assisto até mesmo o Domingão do Faustão, Raul Gil e o programa da Eliana, por que não assistiria esse duelo eleitoral?! O problema é que trabalho no dia seguinte e, sinceramente, tenho mais o que fazer.
Não acredito que haja verdadeiramente diferença entre Serra e Dilma. Não vejo nessa campanha, e menos em outras, motivos para apegar-se a qualquer um dos dois como "tábua de salvação". Haveria motivos para apreciarmos com mais interesse esses debates se estivéssemos elegente um governo totalitário ou ditador, de quem o modelo de governar fosse oriundo de seus pensamentos, de seus ideais, de sua experência de vida, e não é bem assim. Aliás, não é nem um pouco assim.
O cargo executivo de presidente da república é uma cadeira meramente representativa, e no aspecto mais superficial do emprego do termo "representativo". Tome como exemplo o governo do presidente Lula. Se dependesse exclusivamente dele, o Brasil seria a república do milho, da mandioca, da macacheira e da cachaça. Ainda bem que o governo "bravileiro" (de acordo com a dicção do "previdente") nesses anos todos foi tocado por ministros e outras cabeças, bem mais preparadas que a do homem de Garanhuns.
Os debates mantém essa ilusão, a de que são eles quem governarão. Não se consegue vislumbar ao fundo um governo constituído de várias cabeças pensantes, mas apenas enxerga-se, de um lado, a mulher baixinha, de costas largas, cabelos curtos e pronúncia em um tom de voz que parece querer imitar um homem, e do outro, um cidadão de idade avançada, com urgência de ser presidente agora, e não nas próximas eleições, valendo-se de um currículo político apoucado, somente pomposo diante do vazio de sua adversária.
Vorarão em Dilma porque ela é mulher. Votarão em Dilma, porque esperam agradecer a Lula pelo que ele não fez (foram seus envolvidos no governo que tocaram o país nestes anos). Votarão também em Serra, não porque ele mereça ou convença, mas para protestar. Não protestar contra o governo Lula, mas sim contra o modelo democrático e político que vemos ao longo de década se perpetuar, mesmo que governe partido A, B ou C. Alguns que já se encorajaram, não comparecerão às urnas. Outros cederão à imposição da obrigatoriedade do voto, que é um direito questionável, uma vez que chega a ser obrigatório.
Não adianta refletir muito sobre o que se viu ontem no último debate, e em nenhum outro. A senhora Dilma, ou o senhor Serra, qualquer um dos dois serão tão essenciais para o caminho que o Brasil trilhará nestes próximos quatro anos quanto o cabide é importante para o paletó. São as organizações institucionais que dirigem o país, das quais o executivo é apenas mais uma. Nossa democracia mascara ainda um governo de tutela. Pode colocar como presidente até um palhaço, como o Tiririca, por exemplo, que a coisa segue. Mal ou bem, o Brasil segue...no piloto automático.
Não acredito que haja verdadeiramente diferença entre Serra e Dilma. Não vejo nessa campanha, e menos em outras, motivos para apegar-se a qualquer um dos dois como "tábua de salvação". Haveria motivos para apreciarmos com mais interesse esses debates se estivéssemos elegente um governo totalitário ou ditador, de quem o modelo de governar fosse oriundo de seus pensamentos, de seus ideais, de sua experência de vida, e não é bem assim. Aliás, não é nem um pouco assim.
O cargo executivo de presidente da república é uma cadeira meramente representativa, e no aspecto mais superficial do emprego do termo "representativo". Tome como exemplo o governo do presidente Lula. Se dependesse exclusivamente dele, o Brasil seria a república do milho, da mandioca, da macacheira e da cachaça. Ainda bem que o governo "bravileiro" (de acordo com a dicção do "previdente") nesses anos todos foi tocado por ministros e outras cabeças, bem mais preparadas que a do homem de Garanhuns.
Os debates mantém essa ilusão, a de que são eles quem governarão. Não se consegue vislumbar ao fundo um governo constituído de várias cabeças pensantes, mas apenas enxerga-se, de um lado, a mulher baixinha, de costas largas, cabelos curtos e pronúncia em um tom de voz que parece querer imitar um homem, e do outro, um cidadão de idade avançada, com urgência de ser presidente agora, e não nas próximas eleições, valendo-se de um currículo político apoucado, somente pomposo diante do vazio de sua adversária.
Vorarão em Dilma porque ela é mulher. Votarão em Dilma, porque esperam agradecer a Lula pelo que ele não fez (foram seus envolvidos no governo que tocaram o país nestes anos). Votarão também em Serra, não porque ele mereça ou convença, mas para protestar. Não protestar contra o governo Lula, mas sim contra o modelo democrático e político que vemos ao longo de década se perpetuar, mesmo que governe partido A, B ou C. Alguns que já se encorajaram, não comparecerão às urnas. Outros cederão à imposição da obrigatoriedade do voto, que é um direito questionável, uma vez que chega a ser obrigatório.
Não adianta refletir muito sobre o que se viu ontem no último debate, e em nenhum outro. A senhora Dilma, ou o senhor Serra, qualquer um dos dois serão tão essenciais para o caminho que o Brasil trilhará nestes próximos quatro anos quanto o cabide é importante para o paletó. São as organizações institucionais que dirigem o país, das quais o executivo é apenas mais uma. Nossa democracia mascara ainda um governo de tutela. Pode colocar como presidente até um palhaço, como o Tiririca, por exemplo, que a coisa segue. Mal ou bem, o Brasil segue...no piloto automático.
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