...trombadinhas do Brasil.
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domingo, 4 de março de 2012
sábado, 3 de março de 2012
Filhos órfãos da pátria "mãe gentil" - O grande mau do século
Não há erros menores que não revelem outros piores. Nossos erros tem raízes profundas em nossa história. Eles não servem, coisa alguma, para que aprendamos, mas apenas nos acompanham como parte de nós, decididos a manter esse caráter errante. Assim, erramos do alto abaixo na defesa da condição original de seres caídos (não sei de onde).
O Governo Federal erra não fiscalizando, fazendo vistas grossas, lavando as mãos com campanhas publicitárias custeadas pelo dinheiro público, pagando a emissoras, que a despeito do conhecimento público funcionam por concessão pública, para convencer o povo de que "é culpado" ao escolher entre o péssimo sangue-suga de ontem e o famigerado carrapato de hoje.
E por falar em campanhas, vem a CNBB(Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) com mais uma Campanha da Fraternidade "conscientizando" o povo para lutar pelos seus direitos, como se faltasse "apetite", mais preocupada com assuntos políticos do que com os escândalos dos clérigos pedófilos da Igreja. Somos carentes sim de soluções aos reclames de uma nação que geme à mão faraônica de um dissimulado sistema democrático, onde o povo tem direito a chorar só porque eles possuem bons tapa-ouvidos.
Mulheres parem às portas das emergências dos hospitais públicos, velhos morrem por falta de desfibrilador - um equipamento desenvolvido na década de cinquenta. Faltam leitos, equipamentos, pessoas a serviço, quem administre o pouco pessoal disponível. Outras vezes, sobram pessoas, mas falta boa vontade. Surgem a cada dia novas modalidades de corrupção, embora as velhas práticas não sejam esquecidas pelas raposas viciadas no poleiro político, que é Brasília.
Vejamos a TV, como lança uma enxurrada de besteirol, alimentando de fantasia, novelas, carnaval e futebol, uma nação que já desmaia desnutrida de cultura, que já perdeu o espírito de nação e hoje acata a mera condição de público telespectador de um reality show. As agências de publicidades, então, não se envergonham de mentir e zombam da inteligência do "público". A indústria lesa o consumir, e as empresas, o trabalhador. A CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas), burlada e "amiga da onça", é a mãe céga desses filhos esquecidos. Os sindicatos, parasitas infelizes, negociam o suor do povo em troca dos despojos das litigações "teatrais" em comemoração aos seus contratos de gaveta. Segue assim, o boi preso pela cerca de capim.
Vejamos o exemplo de um certo parque de diversões, quando três dias após o acidente que vitimou uma menina ao lado de seus pais, administradores obrigaram, segundo depoimento à polícia, um funcionário a assinar a conclusão em um curso que ele jamais participou. Fora isso, a revelação de que o problema, de grave comprometimento da segurança, era de conhecimento daqueles que podiam escolher entre consertar ou não repassar a despesa da manutenção ao setor superior. É disso que estou falando: do fato de comprometerem coisas realmente importantes para preservar o "delicado equilíbrio da hipocrisia" que rege o péssimo andamento do bonde capenga.
E dessa forma os problemas se acumulam até o dia em que explodem num desses episódios sinistros, mas anunciados. É quando alguém diz: "bem que eu avisei!" Vejam o problema das motos aquáticas! Como é flexível a fiscalização, e simples, o método de aprovação da Capitania dos Portos para aprovação de malucos e perigosos "brincalhões" veranistas.
Um caso como esse só nos leva a refletir: quantas empresas de transporte público não estão em situação igual?! Quantos edifícios não recebem apenas na portaria quem deveria averiguar a segurança nos elevadores, nos extintores de incêndio, na caixa d'água e em tudo aquilo que envolve a vida de seus moradores?! O número só não é maior que o de funcionários demitidos por se importar realmente que alguém dessa porão abaixo pela vala comum do descaso.
Isso são epenas exemplos entre os milhares de casos que impregnam os ambientes de trabalho, dirigidos por essas práticas inescrupulosas, onde os funcionários são zumbis carregando um crachá no peito e a ameaça de desemprego na cabeça. Qualquer envolvimento sincero com fatores de segurança, defendidos teoricamente, mas que dão custo no caixa, naturalmente não interessam ao "doutor fulano".
Está ai mais uma das tantas fatalidades que acontecem pelo país a fora. Muitas outras empresas, de vários setores, estão assim comprometidas pelos interesses cada vez mais alheios ao discurso politicamente correto que afixam em seus murais.
Só o que posso dizer é: olhe para os lados antes de atravessar a rua. Examine o que leva à boca. Desacredite dos anúncios de TV, da propagando do governo e das crenças antigas, pois voce está sozinho(a). Tudo o que resta, caso aconteça-lhe algo, é a promessa de que vão "abrir uma sindicância" para apurar os fatos. Esse é o discurso na ponta da língua de todos aqueles que deveria fazer mais do que "abrir uma sindicância".
Esteja certo(a): não há ninguém que te livre da "besta-fera" que domina a sociedade cada vez mais hipócrita, de alto a baixo, do setor público ao privado, que é o descaso público. Esse sim é o grande mau do nosso século.
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Tarcicio Andrade
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Fora do Ar - Se as outras emissoras não tem audiência, a Globo não sofre concorrência
Voce precisa juntar pontos de audiência de 14 programas do SBT para obter 77 pontos em favor da emissora, contra 96 pontos da Rede Globo obtidos com apenas 3 novelas. A diferença é tão gritante que uma novela repetida(Mulheres de Areia), na emissora da família Marinho, consegue 15 pontos, na verdade um pouco mais que 4 vezes a pontuação de uma novela exibida em primeira-mão(Amor & revolução) pelo SBT, com 3 pontos apenas.
A pergunta é: quem se sentiria estimulado a fazer uma novela e lançá-la em primeira-mão numa emissora para aferir apenas 1/4 (metade da metade) da audiência de uma novela repetida? Olha só, para a Globo passar uma novela de novo consiste basicamente de dois processos técnicos, rebobinar e dar play (devia ser esse o processo de gravação na época). Pronto, está "no ar" mais um "campeão de audiência do "plin-plin", pois ninguém mais quer saber do que o SBT e outras emissoras estão transmitindo no momento.
A rede Record, cabo de guerra usado pelo Bispo Macedo para afrontar o "fantasma político" que norteia sua luta, hora a frente da igreja que criou, hora como empresário da comunicação, e que o persegue desde décadas passadas, a Globo, que sempre ameaçou mostrar o lado mais feio de sua estranha forma de ganhar dinheiro manipulando a "boa fé", nome dado ao desespero de uma nação que não vai à escola desde cedo, também "não dá nem pro cheiro" entre as emissoras que se entrincheiram na luta por audiência no país.
A Globo, que faz papel de herói na terra dos tupiniquins, na verdade é a grande vilã manipuladora da informação(e o bispo também sabe disso). Esse poder manipulador já foi tão visto quanto seus programas foram ao ar. Sejam eles jornalísticos ou de entretenimento, em praticamente todos a emissora do jornalista Roberto Marinho tem lado, partido e função social altamente comprometidos com interesses nem sempre populares, fazendo da Globo um canal de comunicação não totalmente isônomo como rezam as normas de concessão pública de que a TV se beneficia, graças à leniência da atuação complacente e desinteressada da Anatel, que jamais controlou sequer a pirataria do setor no país, função tão básica à instituição quanto a do soldado em prender bêbados arruaceiros.
O jornalismo da Record, que se aventura pelas veredas sombrias do sensacionalismo, não consegue girar muito distante dos 7 pontos, com o "Fala Brasil", por exemplo. Mesma pontuação do programa vespertino voltado para o público "teen"(pré-adolescente), "Rebelde", mostrando a inconsistência de fidelidade de um telespectador ocasional, que assiste porque "passou" e a TV estava ligada, não por zapear com controle remoto.
A única batalha ainda não recuperada pela Globo, desde os tempos em que a Xuxa era de fato uma estrela, é a audiência matinal dos programas infantis. O "TV Globinho" divide os 5 pontos médios com o "Bom dia & CIA" do SBT.
Seguindo a receita "forno, fogão & fofoca", o programa "Mais Voce", da "Ana Maria Braga", pode ser riscado da grade a qualquer momento sem grandes considerações, já que não põe a Globo em distância confortável à frente da Record, e o seu "Hoje em Dia", com 1 ponto de vantagem apenas contra a TV do Bispo Macedo.
Salvo proximidade pontuais, a Globo segue líder em audiência no Brasil sem permitir margens de esperança de ultrapassagem, com tela, cor e som agradáveis e peculiares ao gosto médio do público, mas sobretudo, com um conteúdo altamente qualificado, sem economia de recursos aplicados de forma precisa onde mais se precisa, e, principalmente, com arte, dramaturgia e a experiência de quem já se encontrou a décadas, ou de quem emergiu incólume dos porões da ditadura.
Se as outras emissoras não tem arte e conteúdo, não tem audiência. E se não tem audiência, a Globo não sofre concorrência. Quem perde é o público, pois o melhor que consegue ter é ainda inferior a aquilo que mereceria se soubesse diferenciar uma taça de vinho madeira de um lata de cerveja industrial.
A pergunta é: quem se sentiria estimulado a fazer uma novela e lançá-la em primeira-mão numa emissora para aferir apenas 1/4 (metade da metade) da audiência de uma novela repetida? Olha só, para a Globo passar uma novela de novo consiste basicamente de dois processos técnicos, rebobinar e dar play (devia ser esse o processo de gravação na época). Pronto, está "no ar" mais um "campeão de audiência do "plin-plin", pois ninguém mais quer saber do que o SBT e outras emissoras estão transmitindo no momento.
A rede Record, cabo de guerra usado pelo Bispo Macedo para afrontar o "fantasma político" que norteia sua luta, hora a frente da igreja que criou, hora como empresário da comunicação, e que o persegue desde décadas passadas, a Globo, que sempre ameaçou mostrar o lado mais feio de sua estranha forma de ganhar dinheiro manipulando a "boa fé", nome dado ao desespero de uma nação que não vai à escola desde cedo, também "não dá nem pro cheiro" entre as emissoras que se entrincheiram na luta por audiência no país.
A Globo, que faz papel de herói na terra dos tupiniquins, na verdade é a grande vilã manipuladora da informação(e o bispo também sabe disso). Esse poder manipulador já foi tão visto quanto seus programas foram ao ar. Sejam eles jornalísticos ou de entretenimento, em praticamente todos a emissora do jornalista Roberto Marinho tem lado, partido e função social altamente comprometidos com interesses nem sempre populares, fazendo da Globo um canal de comunicação não totalmente isônomo como rezam as normas de concessão pública de que a TV se beneficia, graças à leniência da atuação complacente e desinteressada da Anatel, que jamais controlou sequer a pirataria do setor no país, função tão básica à instituição quanto a do soldado em prender bêbados arruaceiros.
O jornalismo da Record, que se aventura pelas veredas sombrias do sensacionalismo, não consegue girar muito distante dos 7 pontos, com o "Fala Brasil", por exemplo. Mesma pontuação do programa vespertino voltado para o público "teen"(pré-adolescente), "Rebelde", mostrando a inconsistência de fidelidade de um telespectador ocasional, que assiste porque "passou" e a TV estava ligada, não por zapear com controle remoto.
A única batalha ainda não recuperada pela Globo, desde os tempos em que a Xuxa era de fato uma estrela, é a audiência matinal dos programas infantis. O "TV Globinho" divide os 5 pontos médios com o "Bom dia & CIA" do SBT.
Seguindo a receita "forno, fogão & fofoca", o programa "Mais Voce", da "Ana Maria Braga", pode ser riscado da grade a qualquer momento sem grandes considerações, já que não põe a Globo em distância confortável à frente da Record, e o seu "Hoje em Dia", com 1 ponto de vantagem apenas contra a TV do Bispo Macedo.
Salvo proximidade pontuais, a Globo segue líder em audiência no Brasil sem permitir margens de esperança de ultrapassagem, com tela, cor e som agradáveis e peculiares ao gosto médio do público, mas sobretudo, com um conteúdo altamente qualificado, sem economia de recursos aplicados de forma precisa onde mais se precisa, e, principalmente, com arte, dramaturgia e a experiência de quem já se encontrou a décadas, ou de quem emergiu incólume dos porões da ditadura.
Se as outras emissoras não tem arte e conteúdo, não tem audiência. E se não tem audiência, a Globo não sofre concorrência. Quem perde é o público, pois o melhor que consegue ter é ainda inferior a aquilo que mereceria se soubesse diferenciar uma taça de vinho madeira de um lata de cerveja industrial.
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