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domingo, 27 de maio de 2012

O papel da TV é um, o da Internet é outro

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Até 2016 57% dos brasileiros usarão a web como principal meio de comunicação e informação

Eu tenho uma curiosidade incrível de olhar bem nos olhos do Faustão para estudar suas expressões faciais enquanto faço a seguinte pergunta: Voce sente-se motivo de verdade ao fazer o "Domingão"?

A impressão que tenho é que o Fauston Silva toca essa sua criação como um homem casado a vinte anos com a mesma mulher. Sabe, ninguém deve saber da desmotivação que impera na relação. Também, as pessoas não param de elogiar, de dizer que o tal homem é muito bonito, que ele mereceu a bela esposa que tem, etç e etç, mas só ele sabe a vontade danada de livrar-se desse fardo, que é o casamento. Manter as aparências, até mesmo para não desanimar a platéia, é o que resta a ambos.

Eu desacredito na motivação de Faustão. Assim como não estou certo de que o Pedro Bial encontre alegria ao fazer o BBB(Big Brother Barsil). Sabe, algumas coisas não precisam de grandes especialistas para "sacar" o que está "rolando". E rola muito desânimo nestas pessoas. Até que são bem pagos, sim. Eles, Faustão e Bial, trabalham na maior emissora do Brasil.

A Globo é, embora o seja por falta de competência das concorrentes, a melhor emissora de TV aberta que temos. Claro que eles relutam em abrir mão de um contrato com ela. Eles temem o que pode sobrar além das fronteiras do recluso universo paralelo à realidade que é o Projac. Eles veem o que ocorre com outros apresentadores, assim como a jornalistas e atores, que deixaram o limitado e míope arraial das vaidades criado por Roberto Marinho.

Este são, para decadência de si mesmos, o gênios mais coagidos a serem tudo, menos o que potencialmente seriam se trabalhassem em outras emissoras. Eu acredito que na Rede Globo até as lagartixas devem ter script antes de abrirem a boca. Se não fosse assim, Fauston Silva já teria variado o seu programa. Ele é inteligente, eu acredito em sua capacidade criativa e inovadora, só não ponho fé numa coisa chamada liberdade de atuação e expressão dentro dos domínios dessa emissora. Eu não preciso de provas maiores do que essas que eles me fornecem diariamente a mais de 30 anos.

O Fantástico, por exemplo, é a mais abstrata expressão de uma múmia. Segue assim o Domingão do Faustão, o Jornal Nacional, o Globo Ecologia, o Globo Repórter, as novelas e a TV Globinho. Eles são tão engessados que, por exemplo, quando o texto atrasa na telinha se revelam tão amadores quanto alguém que está começando na TV.

É incrível que no Brasil, um país de 190 milhões, a principal emissora de TV ocupe 24 horas do domingo falando de 2 atletas da Fórmula 1, 15 principais jogadores de futebol, alguns fatos isolados das cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, como o vazamento de um cano de esgoto ou uma rua sem passeio de pedestre, os velhinhos que correm no Ibirapuera e os banhistas de Copacabana. O Fauston, por exemplo, não fala senão dos próprios atores. Ou seja, ele só mastiga no domingo o feno que será servido na semana em forma de novelas.

Um estranho milagre é que todo esse imenso contingente espectador só tem como escolha encher a cara de cerveja e pinga nos bares ou assistir a Globo. Eu acredito piamente que 99% das pessoas que assistem a Globo o fazem por falta de opção do que se poderia ver. Sendo assim, a internet é mesmo uma ameaça, assim como a acessibilidade das massas à TV por assinatura. Não é à toa que o Murilo Benício não sabe o que é um blog, ou para que serve. Murilão, chega aqui! Serve para isso, remover o véu de tolices que as emissoras colocam entre elas e o povo.

E, para finalizar, vale frisar um relatório feito pela Forrester Research, os sites de mídias sociais e vídeos online contam com mais audiência do que a TV no Brasil. A previsão para até 2016 é de que 57% dos brasileiros adotarão a web como principal meio de informação e entretenimento.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Sexualidade não é assunto do Estado, da sociedade nem das religiões

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Considere esta afirmação:
"Dentre os meios de comunicação, a televisão tem se destacado pela sua ampla capacidade de atingir as diversas classes sociais, disseminando os produtos da indústria cultural e a ideologia dominante aos diferentes sujeitos sociais"(Revista da Fundação Getúlio Vargas - Tema: Infância)
Agora, preste atenção na letra de abertura do programa Quintal da Cultura, importante programa infantil que passa na nas manhãs da TV Cultura, alcançando um público que vai dos 7 aos 16 anos (alunos que estudam a tarde e a noite) :
"E se a gente combinar, de brincar de outra maneira. Troca tudo de lugar e mudar a brincadeira. Eu agora era voce. Voce agora era ele. ELE agora era ELA. Ela agora vira eu. Então tá combinado. Então tá tudo trocado. Então tá tudo mudado, então tá, tá combinado."
Eu tenho firme convicção de que a sexualidade do indivíduo é um assunto essencialmente individual, e que só passa à esfera de terceiros (a igreja, o estado, a sociedade) quando configura-se crime contra terceiros ou contra estes interfere de forma indevida e imprópria.

Qual a finalidade do sexo?  Biologicamente, o orgasmo (a reprodução da espécie é uma consequência, pois ninguém faz sexo para reproduzir-se, mas reproduz-se porque faz sexo). Embora assim, a biologia trata do sexo como meio de reprodução pela implicitude e característica desse fator. Sociologicamente, o prazer individual e auto-afirmação como pessoa gozando de plenos direitos enquanto individuo assistido pelos direitos provenientes de deveres cumpridos por ele em seu meio.

No Brasil, em nossa história mais recente tivemos um assunto que dominou a mídia e depois desapareceu junto com o equívoco de seus idealizadores: o pacote anti-homofóbico chamado "kit anti-homofobia" do Mec (Ministério da Educação e Cultura).

Na questão do comportamento sexual deve-se evitar os extremos, de um lado a depravação moral, do outro, o preconceito, e bem no centro desse equilíbrio está a individualidade da pessoa, característica maior do sexo e da sexualidade, o que requer neutralidade do estado, da igreja (religiões e afins) e da sociedade como um todo. As questões ajacentes ao sexo, como crimes de estupro, atentado ao pudor, discriminação sexual, etç, devem ser tratadas por mecanismos da lei em si que abordam todas as questões legais, mantendo-se fora do âmbito sexual pura e simplesmente. Qualquer desculpa para tratar de crimes como se fossem sexuais, e não puramente crimes, é subterfúgio para entrar neste âmbito por alguma razão não saudável.

Peca a(ou as) igreja(s) com suas campanhas contra o "kit-anti-homofóbico", porque não prevê o direito de tratar do assunto sem a criminalização. Ou seja, querem discriminar sem serem discriminados. Mas peca o Estado ao interferir inoportuna e inadequadamente, o que é pior, na formação sexual do indivíduo que tem o direito de ser homo, bi ou heterosexual.

A música citada acima é um flagrante caso de orientação homosexual, quando diz "Ela agora vira ELE", e pede tolerância informando que "(es)tá tudo mudado", numa possível interpretação de que é uma característica inflexível dos tempos modernos, que se alguém acha que isso não está certo é porque mantém-se na condição de excêntrico e "fora de moda".

A questão é: minha sexualidade é da conta do meu colega de escola, do meu professor, do diretor, do meu município, estado ou país? Terminantemente não. As mais feias aberrações da humanidade passam por isso, por ações de interferências como tais. No entanto, o Estado deve promover um comportamento sexual? Não, nem hetero, nem homo ou bisexual. Não deve porque esse assunto não é de sua alçada, como venho defendendo, não porque seja errado vivenciar quaisquer destas experiências. Não deve ainda pela mesma lógica que o contrário não é devido, embora isto seja o que o governo, através do MEC, vem tentando num momento ou noutro, fazendo imergir a produção de ideologia sexual a título de equilíbrio e tolerância. Da mesma forma, parte da sociedade aplaude organismos a exemplo da TV Cultura, da Rede Globo e suas novelas, com o que pode ser interpretado como claro incentivo a um comportamento sexual definido, ao invés de focar-se na produção de uma consciência com tolerância pluralista, não específica.

O indivíduo precisa saber respeitar as diferenças sejam elas quais forem. Estamos demasiadamente atrasados e imaturos quanto à tolerância à individualidade do ser humano, não apenas quanto a questão do comportamento sexual. É hipocrisia ater-se a este assunto, como se ele fosse a raiz da nosso ignorância, pois ele é fruto de uma imaturidade ainda mais ampla que não está sendo encarada com a mesma seriedade e urgência.

Ouça a música:

segunda-feira, 26 de março de 2012

Algum dentista já te recomendou uma marca de creme dental?

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Eu poderia começar dizendo que algumas agências de publicidade acham que o povo é burro. Mas não, sou muito mais propenso a crer que eles sabem exatamente o grau de inteligência das pessoas. Veja como é fácil perceber este espírito coletivo, essa inteligência da massa, observando os jovens que marcam encontros pela internet para quebrarem as cabeças uns dos outros com barras de ferros, canos e pedaços de paus. Pelo que eles lutam? O que objetivam? Precisa ser sábio para chegar à conclusão de que eles buscam objetivo nenhum? A única coisa que os une é o sentimento de fanatismo por um símbolo, um escudo na camisa do time favorito, e só. Peça para um deste jovens, e até adultos, justificar as razões da rivalidade entre torcidas organizadas e voce terá como resposta o silêncio ecoando dentro do espaço vazio de suas cabeças.

Veja também o que temos em termos de programação da TV aberta. Aos domingos a Rede Globo exibe o Domingão do Faustão. Alguém já percebeu que a própria emissora, em sua direção, sabe da exata relevância desse programa? Note como ele é interrompido sempre que há uma transmissão de jogo de futebol. É aquela coisa de "dar passagem" ao que é mais importante. O besteirol do Fauston Silva perde espaço para um jogo de futebol. Note, algo que seria mais caracterizado pela inteligência, pela emoção, pelo intelecto sob diversos aspectos artísticos, música, artes plásticas, diálogo, comunicação, dá lugar à monótona apresentação de 22 homens suados correndo atrás de uma bola enquanto um locutor narra os atropelos. Milton Neves, um nome forte no jornalismo futebolístico, costuma dizer que "futebol é a coisa mais importante dentre as menos importantes."

Resta dizer que, o gosto por futebol, "uma paixão nacional", não atinge todas as pessoas, mas ainda assim seu alcance é tão numeroso que a TV abafa outros programas para exibir este esporte. Fica, no entanto, aquela dúvida sobre "quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha?" Ou seja, a TV expõe assim o futebol porque o povo gosta, ou o povo gosta porque a TV assim expõe?

Ressalva: não citei os outros programas de domingos, das outras emissoras, porque são tão ruins que não servem nem como péssima referência. No entanto, vale ressaltar que costuma-se fazê-los ruins porque acreditam ser isto o que o povo gosta.

Voltando ao tema inicial, as agências de publicidade sabem bem qual o grau de inteligência do povo brasileiro. É o "público" do 'Big Brother Brasil', não a nação brasileira.  Neste mesmo programa citado, perceba como o apresentado fala, "com uma boca escancarada e cheia de dentes"(esperando o mundo inteiro submergir na idiotice do seu conteúdo), a palavra público, em referência ao que seria o povo, a nação.

Dicionário:

Público: 5. A população em geral; 6. Conjunto de pessoas que assiste a algo ou ao qual se dirige determinada mensagem.

Nação: 1. Conjunto de indivíduos habituados aos mesmos usos, costumes e língua.

Essa televisão brasileira maltrata o povo, porque o sente incapaz de perceber a origem da pancada contra ele desferida. Somos tratados como os índios foram no passado, trocando bens preciosos, dos quais não se tem conhecimento, por lixo, exatamente por não saber avaliar cada coisa. Por exemplo, a TV não é do senhor jornalista Fulano-de-Tal, mas sim do povo. Olhe só, o prédio, as instalações, os bens materiais podem ter um dono privado, mas a concessão é pública, pertence ao povo. Se o órgão federal que controla a comunicação e esse direito de transmissão também respeitasse o povo, bastaria exigir mais decência das emissoras e facilitar as concessões para mais empresas atuarem na área. O povo brasileiro poderia pressionar a qualidade desse produto, a comunicação televisiva, não ser por ela pressionada.  Há uma inversão feroz de papel entre fornecedor e consumidor neste negócio. Não seria custoso acreditar haver uma intensão de desqualificar a TV a fim de empurrar o telespectador para a TV por assinatura.

Citei acima o dicionário para que reflitamos um pouco mais no sentido como essas duas palavras são empregadas. Quando somos chamados simplesmente de público, não somos devidamente respeitados. Note que o termos é empregado no quinto e/ou sexto sentido da expressão.

Quando somos tratados por nação, povo, temos um sentido real, cujo sentido é imediato.

Alguém pode dizer que a televisão trata exatamente disto: por saber que tal programa não atinge a totalidade dos lares brasileiros, mas apenas um  "público específico", é que usa-se a referência público, e não povo ou nação. E eu friso o que já expus, que o problema está justamente ai, quando o todo é representado pela parte. Enquanto somos tratados por "a nação do futebol", "o país do carnaval" ou "o público telespectador", não somos "a pátria" ou "a nação",como queria Rui Barbosa. Somos, depressivelmente, o público de Pedro Bial.

Não é de se estranhar, portanto, que as agências de publicidade zombem da nossa inteligência. É o caso do creme dental que se diz "a marca mais recomendada pelos dentistas". Todos nós sabemos que dentistas não recomendam marca alguma, mas limitam-se a orientar seus pacientes quanto à forma correta de fazer uma higiene bucal. Ganhariam os médicos dos fabricantes de creme dental e dos pacientes pela mesma orientação? Claro que não. Se eles são pagos pela consulta não podem ser pagos pela recomendação dessa ou daquela marca, afinal, estariam ganhando duas vezes pelo mesmo serviço. Mas, as agências de publicidade não parecem acreditar que o povo tem capacidade para raciocinar isto.

Não adianta dizer que a TV brasileira é assim porque o povo brasileiro também o é. Não acredito. Acho que os meios de comunicação são extremamente poderosos para formar a opinião pública. E o produto da formação que viemos recebendo ao longo destas décadas nos tem lavado a esta situação. Enquanto isto, vamos vendo e ouvindo absurdos e incoerências do tipo "Casas Bahia, mais barato que Casas Bahia", "Só Ovo Maltine é Ovo Maltine", bem como o comercial automotivo que diz: "aperfeiçoando a perfeição".

Tudo isso são incoerências e frases de efeito, mas que zombam do nosso raciocínio. É como se dissessem: o povo não pensa, sente. Não, não somos apenas isto. Somos seres racionais, não seres sensoriais. Não somos máquinas, somos pessoas. Não somos um povo incompreendido, somos compreensíveis. Se assim nos tratam, não é apropriado.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Fora do Ar - Se as outras emissoras não tem audiência, a Globo não sofre concorrência

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Voce precisa juntar pontos de audiência de 14 programas do SBT para obter 77 pontos em favor da emissora, contra 96 pontos da Rede Globo obtidos com apenas 3 novelas. A diferença é tão gritante que uma novela repetida(Mulheres de Areia), na emissora da família Marinho, consegue 15 pontos, na verdade um pouco mais que 4 vezes a pontuação de uma novela exibida em primeira-mão(Amor & revolução) pelo SBT, com 3 pontos apenas.

A pergunta é: quem se sentiria estimulado a fazer uma novela e lançá-la em primeira-mão numa emissora para aferir apenas 1/4 (metade da metade) da audiência de uma novela repetida? Olha só, para a Globo passar uma novela de novo consiste basicamente de dois processos técnicos, rebobinar e dar play (devia ser esse o processo de gravação na época). Pronto, está "no ar" mais um "campeão de audiência do "plin-plin", pois ninguém mais quer saber do que o SBT e outras emissoras estão transmitindo no momento.

A rede Record, cabo de guerra usado pelo Bispo Macedo para afrontar o "fantasma político" que norteia sua luta, hora a frente da igreja que criou, hora como empresário da comunicação, e que o persegue desde décadas passadas, a Globo, que sempre ameaçou mostrar o lado mais feio de sua estranha forma de ganhar dinheiro manipulando a "boa fé", nome dado ao desespero de uma nação que não vai à escola desde cedo, também "não dá nem pro cheiro" entre as emissoras que se entrincheiram na luta por audiência no país.

A Globo, que faz papel de herói na terra dos tupiniquins, na verdade é a grande vilã manipuladora da informação(e o bispo também sabe disso). Esse poder manipulador já foi tão visto quanto seus programas foram ao ar. Sejam eles jornalísticos ou de entretenimento, em praticamente todos a emissora do jornalista Roberto Marinho tem lado, partido e função social altamente comprometidos com interesses nem sempre populares, fazendo da Globo um canal de comunicação não totalmente isônomo como rezam as normas de concessão pública de que a TV se beneficia, graças à leniência da atuação complacente e desinteressada da Anatel, que jamais controlou sequer a pirataria do setor no país, função tão básica à instituição quanto a do soldado em prender bêbados arruaceiros.

O jornalismo da Record, que se aventura pelas veredas sombrias do sensacionalismo, não consegue girar muito distante dos 7 pontos, com o "Fala Brasil", por exemplo. Mesma pontuação do programa vespertino voltado para o público "teen"(pré-adolescente), "Rebelde", mostrando a inconsistência de fidelidade de um telespectador ocasional, que assiste porque "passou" e a TV estava ligada, não por zapear com controle remoto.

A única batalha ainda não recuperada pela Globo, desde os tempos em que a Xuxa era de fato uma estrela, é a audiência matinal dos programas infantis. O "TV Globinho" divide os 5 pontos médios com o "Bom dia & CIA" do SBT.

Seguindo a receita "forno, fogão & fofoca", o programa "Mais Voce", da "Ana Maria Braga", pode ser riscado da grade a qualquer momento sem grandes considerações, já que não põe a Globo em distância confortável à frente da Record, e o seu "Hoje em Dia", com 1 ponto de vantagem apenas contra a TV do Bispo Macedo.

Salvo proximidade pontuais, a Globo segue líder em audiência no Brasil sem permitir margens de esperança de ultrapassagem, com tela, cor e som agradáveis e peculiares ao gosto médio do público, mas sobretudo, com um conteúdo altamente qualificado, sem economia de recursos aplicados de forma precisa onde mais se precisa, e, principalmente, com arte, dramaturgia e a experiência de quem já se encontrou a décadas, ou de quem emergiu incólume dos porões da ditadura.

Se as outras emissoras não tem arte e conteúdo, não tem audiência. E se não tem audiência, a Globo não sofre concorrência. Quem perde é o público, pois o melhor que consegue ter é ainda inferior a aquilo que mereceria se soubesse diferenciar uma  taça de vinho madeira de um lata de cerveja industrial.