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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Pedro Bial ganho de disparada em pesquisa: Quem é o mais chato do BBB13?

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Dos confinados, Anamara é a mais votada, com pouco mais de 7 mil votos, mas não chega nem aos pés do campeão em chatices. O apresentador Pedro Bial fica com os loiros desse troféu, com impressionantes 18 mil votos, mas que o dobro.

Para ser franco, fiz as contas e todos os participantes juntos chegam apenas a 18.089, o que não supera o mega chato Bial em suas 18.669 tomates podres. É chatice em tamanho família.

O menos chato, segundo a enquete do Portal Ig(confira atualização) é a Fernanda, que só agride a sensibilidade do intelecto de 487 das pessoas que participaram até agora(16:20h - 21/02/2013).

Talvez em parte essa chateação do telespectador/internauta se deva aos discursos de mendigo alcoolizado que ele faz sempre que antecede o anúncio de um brother eliminado. 

sábado, 9 de junho de 2012

Quando a justiça é cega o povo fica mudo

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A apresentadora Ana Maria Braga foi condenada, juntamente com a Rede Globo, a pagar uma indenização de R$150.000,00 à juíza Luciana Viveiro Seabra por falar o nome dela no ar depois de criticar a decisão que pôs a solta um rapaz que havia sequestrado e mantido refém a namorada, sendo que logo depois de solto o criminoso voltou a sequestrar a vítima, com o diferencial de que da última vez ele a matou e suicidou-se.

A juíza teria analisado "bom comportamento" do criminoso em sua estada prisional(embora esse não tenha sido o único motivo de embasamento jurídico para a decisão da juíza), o qual veio, aproximadamente seis meses depois, a ir além do crime anterior, que o havia levado à prisão, sequestrando a vítima outra vez, mantendo-a sob cativeiro(outra vez), e desta última, matando-a e suicidando-se em seguida.
A indignação de Ana Maria Braga é compreendida e compartilhada pela opinião pública, cansada de ver criminosos sendo tratados pela justiça como "mocinhos". O rapaz claramente colocava em risco a vida da moça? Se o fato anterior de sequestrá-la e mantê-la em cativeiro não diz nada, o que mais seria indício de risco? Como o fato acabou concretizando-se, fazendo uma reflexão retroativa tem-se certeza de que havia risco, embora não fora visto.

A justiça condenou Ana Maria Braga(e a Globo) por danos morais contra a juíza no tocante a isto: em que, de fato, o criminoso demonstrara bom comportamento enquanto preso, que este não teria sido o único motivo ponderável para sua libertação, que Ana Maria não teria conhecimento de tudo aquilo levado em conta na ação da juíza, que o crime posterior não tem correlação direta com o beneficio da liberdade do citado criminoso.

É preciso bater nessa tecla: se o bandido está preso é natural que ele manifeste "bom comportamento"(até mesmo pelas limitações físicas impostas a ele). No meio de assassinos "diplomados" no crime, o próprio criminoso tem que "andar na linha", resguardando-se, para manifestar seu comportamento animal apenas quando for posto em liberdade. Peça a Deus, qualquer desses magistrados, para que não encontre-se com um desses "bem comportados" ex-presos enquanto toma café na padaria do bairro, pois talvez tenha que rever suas análises anteriores. Criminoso dá prova de sua periculosidade é fora da cadeia, não dentro dela.

O criminoso não demonstra legitimamente "bom comportamento" enqaunto preso, bom comportamento ele terá oportunidade de demonstrar quando solto. Só que, de novo, ele estará no meio da sociedade, entre crianças, velhos e adultos, pessoas que jamais praticaram qualquer crime e que se esforçam para manter-se afastada do universo do crime. Não existe "bom comportamento" na prisão, o que existe é elementos "segurando a onda" para escapar o mais cedo possível da opressão que lhes assiste e da insegurança carcerária que graça boa parte do sistema prisional brasileiro.

Claro que quem julga a saúde mental de um individuo é um especialista, mas a justiça deve acercar-se dessa visão e levar em conta o prontuário médico sobre o perfil de um criminoso antes de avaliar sua soltura. Não conheço o caso, mas acredito que não faltou laudo médico para tal. Dessa forma, o psicólogo, não apenas a juíza, o soltou.

A decisão não foi só da juíza, enquanto pessoa, mas da justiça, enquanto sistema. É tanto verdade que agora o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo se alinha a aquela ação, mesmo depois de tudo. E entre esse tudo não cito apenas o aborrecimento da juíza, mas cito também a morte da vítima de um sequestrador que foi solto por "bom comportamento", entre outros motivos que abriram-lhe as grades da prisão.

A justiça julgou o elemento passivo de reintegração social? Talvez a família da moça não tenha o visto reabilitado a esse contato social, menos ainda quanto a reaproximação com a vítima. Foi determinado um limite físico que ele devesse manter em distância da vítima? Se foi, é bom lembrar que essa barreira jurídica não garante limitação física, pois criminoso algum pondera sobre a lei, antes, conhece apenas as limitações impostas por grades de aço.

Quem viu o autor do crime manifesto no vídeo abaixo tomando café na padaria pela manhã jamais imaginaria que ele consumaria tal ato poucas horas depois, segundo suponho. Qual é a análise segura de "bom comportamento" à prova de crime? A probabilidade de que seu "bom comportamento" seja apenas estratégia para a conquista da liberdade que o permitirá consumar seus crimes mais adiante não pode ser descartada. Veja o vídeo:



Não diz nada o caso Merce Nakashima, Eloá Pimentel, jornalista Antonio Pimenta Neves, que matou a namorada Sandra Gomide com um tiro nas costas não satisfeito com o fim do namoro? A imprensa nos oferece um número demasiado de artigos que constam de crimes passionais. É preciso considerar os pequenos indícios deles em cada caso. Sequestro e cativeiro são indícios fortíssimos, segundo eu penso.

Indico para reflexão os artigos abaixo:
Quase uma década de impunidade e Justiça cega? Não, é apenas uma catarata!

Veja também: Globo e Ana Maria Braga são condenadas por crítica à decisão judicial Neste artigo consta parte do processo de número: 0124974-31.2008.8.26.0002, a ação indenizatória contra a apresentadora e a emissora de TV, além de manifestações jurídicas sobre o caso.
Ana Maria Braga ficou indignada com o número de repetidas vezes em que estas coisas acontecem no país sem que a justiça ofereça uma alternativa que ponha estas mulheres verdadeiramente a salvo de seus assassinos.

Onde estava a justiça no momento em que o crime bárbaro visto no vídeo acima ocorreu? No fórum, com certeza. É uma pena que de lá não deu para desviar a bala do assassino. Alguém se dói por estas críticas? E quanto a dor dos parentes da vítima? E quanto a dor que a vítima sentiu ao ser transpassado por um projétil ardente? E o pânico que ela sentiu junto com a iminente e repentina sensação de total desamparo? Quem cuida disto? A justiça delibera em favor de si ou do povo que a constitui? Existe  razão legal que exclua o interesse público? Existe jurisprudência aquém do conhecimento e da vontade do povo? Se existe, voltamos ao período feudal, onde o Estado de Direitos e a Igreja se confundiam com a justificativa de que o povo não tinha conhecimento suficiente para questionar suas decisões.

Quando não são mortas, essas mulheres são sequeladas, física e espiritualmente. Elas não sofrem apenas danos morais, diga-se.

É estranho, mas parece que o poder no Brasil é tão masculinizado que até as mulheres que dele se incumbem tendem a pensar como homens, esquecendo-se de defender a mulher em sua condição numa sociedade dita patriarcal, mas que é acima de tudo machista.

Ana Maria Braga sente pelas mulheres vítimas da força e violência masculina, que trata a mulher como objeto sexual e foco de suas paixões, que lida com a mulher da forma como voce constata no vídeo abaixo:

Numa busca por neutralidade, muitas posições jurídicas evitam cair na questão do feminismo, adotando uma postura machista, mas tropeçam na questão dos direitos humanos. E os direitos humanos devem prover tratamentos diferentes entre mulheres e homens, porque mulheres e homens tem demandas de direitos diferentes.



O portal UOL publicou uma matéria falando sobre o tema e deixou uma enquete para que o público leitor opine sobre a ação indenizatória movida pela justiça e aceita(em são Paulo) contra a apresentadora Ana Maria Braga e a Rede Globo. Aproveite e acesse para também votar. Em minha última visita á página, estava como voce vê abaixo:

Veja que 81% dos internautas dizem que não concordam com a decisão da justiça em cercear a liberdade de expressão e formação de opinião da Ana Maria Braga. Acesse e também vote (aqui!)


quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Marketing dirigido - Usando como exemplo o Guaraná Antarctica

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É incrível como as pessoas tem gostos parecidos. O Guaraná Antárctica fez uma enquete no Facebook onde pergunta sobre como as pessoas preferem passar o Natal com a família, se em casa ou no restaurante. Esmagadora maioria(29.072) disse que em casa. Apenas 739 afirmou que reuniria a família no Natal em um restaurante.
Claro que o marketing bem dirigido do Guaraná praticamente entregou as respostas prontas para o público. Note que lugar de reunir a família é em casa. Isso é um consenso.
Agora, se família e casa já são ideias bem casadas, acrescente a isto Família. O resultado não poderia ser diferente.
Levar a família para o restaurante, com crianças de 2, 5 e 10 anos, deve mesmo ser um inferno. Se considerar. Está claro que essa ideia antagoniza com o Natal em família, que tem todos os mesmos transtornos de quem arrisca um Natal no restaurante, menos o problemas de "se estar" em área pública com espaço reduzido, onde a preocupação dos pais seria maior.
O trabalho atribuído de marketing perfeito e bem dirigido observa-se quando o Guaraná Antactica usa uma ideia comumente ruim contra a boa ideia consensual do Natal em casa com a família reunida. E junto com essa ideia positiva e comum, a empresa atrela o seu produto. No fim da enquete, parece que as pessoas elegeram o Guaraná como item essencial à festividade natalina.

domingo, 8 de maio de 2011

Reforma Tributária - Quanto Custa o Brasil Pra Voce?

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Vi recentemente uma reportagem pela TV que mostrava homens importantes da esfera do governo japonês pedindo desculpas à população por mínimas falhas cometidas por eles na condução das funções a eles atribuídas. Aqueles homens públicos, num ato de auto-humilhação, abaixaram-se ao solo, de joelhos, e curvaram-se diante da população que a eles dirigia perguntas pertinentes, questionava-lhes e manifestava suas opiniões com convicção. Pois bem, a primeira coisa que me ocorreu à mente foi: no Brasil, se essa forma de "prestação de conta" fosse levada em conta, como seria? Queria só ver a quase que totalidade dos nossos representantes políticos se curvando. E olha, eles talvez ficassem curvados ao solo pelo resto de suas vidas, se por acaso o tempo dessa satisfação pública fosse adequado à suas culpas.

Achei um site muito curioso, sem mencionar já aqui a sua importância inquestionável, que se chama: "Quanto Custa o Brasil (faça-se busca no Google usando essa frase e veja o link da página). É isso mesmo: www.quantocustaobrasil.com.br

No site há uma série de questões levantadas de uma forma bastante própria e inusitada, porém todas são questões que fazemos a nós mesmos no dia a dia, tais como o destino do dinheiro dos nossos impostos, a aplicação das verbas públicas. E olha que a página na web em nada assemelha-se aos sites feitos pelos governos, os quais expõem listas frias e distantes do interesse público, de forma que acabam causando náusea ao invés de informar propriamente o povo sobre aquilo que ele precisa saber. Acho até que essa característica nauseante é feito de propósito, para que saiamos dali "fartos" ao invés de satisfeitos.

Mas o que mais chamou minha atenção foi o ABAIXO-ASSINADO PELA
REFORMA TRIBUTÁRIA. Na enquete feita ali, nada menos que 98,3% dos internautas responderam SIM para a pergunta: Você acha que a o Brasil precisa de uma reforma tributária? Apenas 1,7% demonstrou estar satisfeita com a atual forma tributária no país.

Ocorre que essa enquete mostra exatamente como o país está sendo administrado aquém dos interesses do povo. Essa esmagadora maioria dos que clamam em favor da reforma tributária sobre os que estão satisfeitos revela que se o interesse popular fosse levado em conta a tal reforma sairia do papel. Por fim, podemos dizer que 1,7% governa contra os interesses de 98,3 dos governados, ou seja, o povo. Esse é o desenho real da face que representa a república brasileira. É a desfigurada e maqueada cara da democracia.