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terça-feira, 26 de março de 2013

Crítica ao jornalismo SBT e elogio à Rede Globo

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Obrigado a todos aqueles que de qualquer forma contribuíram para a existência da internet! Sim, porque se dependêssemos de outros veículos de informação seríamos apenas ouvintes, leitores e telespectadores passivos de toda a sorte de notícias, das mais diversas e inconfiáveis fontes.

Com a internet desapareceu o conceito de "imprensa marrom", por que agora já não importa se existe fonte confiável ou não confiável, mas a informação parte de um princípio de que "onde há fumaça há fogo" e vai sendo conferida e dilapidada enquanto se espalha. Ela tem ponto de partida, mas quem faz questão de obter a verdade vai conferindo e comparando enquanto pesquisa na internet uma vastidão de fontes para aquele mesmo assunto, pois ele já não é "furo" nem privilégio deste ou daquele veículo de comunicação.

A internet propõe: "deixa mentir, deixa que inventem, eu mesmo tenho os meios de filtrar o que é ou não é verdade". Ela é como as águas dos rios que banham os grandes centros urbanos, não importa quantos agentes poluidores sejam nelas lançados, as algas, as raízes, as pedras do leito, a vegetação da ribanceira, tudo contribui pela filtragem dos resíduos que vão ficando ao longo do curso.

Na internet a notícia nunca é completa e final, ela é um processo que envolve a todos.

Recentemente a TV Globo lançou sua nova chamada, ou vinheta, o "Vem.ai!". Lanterninha da televisão brasileira, o SBT trouxe uma novidade do fundo baú: os princípios ético e filosóficos do jornalismo SBT, criados a décadas por Silvio Santos, mas que até então não eram de conhecimento público, muito menos deduzido da linha editorial desse setor na emissora.

Quando digo isso, digo-o com propriedade, pois sou telespectador do SBT. Certa vez fiquei estarrecido ao ver o jornalista Carlos Nascimento no 'Jornal do SBT Noite' ler uma notícia sobre um fato ocorrido há mais de um ano. O caso era daquela ex-mulher de um jogador famoso que permitiu ao filho menor fazer uma festa com características de um evento para adulto.

Por prática de telespectador, eu pude notar que em um jornalismo como o da Rede Globo, que é muito técnico e profissional, com uma qualidade levada muito a sério, uma notícia só volta na pauta do dia se houverem fatos novos pertinentes a ela. Neste caso, a emissora dá a informação atual e lembra a notícia remetendo o telespectador aos fatos passados ou originais, para que a pessoa se situe no tempo. No caso da notícia em questão, no SBT, nada havia de novo, foi como pegar uma mídia dos arquivos da emissora e simplesmente dar play.

A filosofia do Silvio Santos como orientação à linha editorial jornalística, interpretada por ícones como Marília Gabriela(do 'De frente Com Gabi'), diz coisas como "a notícia tem que ser vista como o próprio alimento de cada dia". Ora, neste caso, responsáveis editoriais do SBT, cuidado para que este alimento não saia um tanto requentado!

quarta-feira, 25 de abril de 2012

A Rede Globo pensa que o Brasileiro é idiota ou o que?

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A Federação Nacional das Secretárias e Secretários (Fenassec) enviou carta à Rede Globo sobre o que chamou de " lamentável equívoco" o fato de a emissora mencionar, através da novela Cheia de Charme, as empregadas domésticas como sendo "secretárias do Lar". Salientou o órgão, por meio de sua presidente Maria Bernadete Lieuthier, que a "Profissão que não existe". E mais, que "portanto, visível está, sem nenhum preconceito da nossa parte, que a área de atuação dos empregados domésticos é completamente diferente da área de atuação dos profissionais secretários".

Já aqui, chamo atenção para uma reflexão paralela: Quantos brasileiros saberiam de tal manifestação se não fosse pela internet? Por meio do "Jornal Nacional"? O que o William Bonner faz que um papagaio treinado não fizesse? Do "Domingão do Faustão"? O que o Fauston Silva faz a não ser lamber a áurea das "estrelas" da própria Globo? Do "Vídeo Show"? O que passa neste programa que não seja a mera reprise do acervo de fúteis e (in)úteis da Globo? E é por isso que a emissora acharca, com tanta frequência, a internet. Porque a internet é poder de comunicação do povo, na mão do povo.

Nascida no berço da ditadura militar, a Globo nunca se alinhou ao regime democrático de fato. Ela não suporta cogitar sequer dividir a atenção do público com outros meios de comunicação, sejam eles outras emissoras ou mesmo a Internet.

Em resposta á Fenassec, disse a Globo em nota: "Cabe a ressalva que, no campo da ficção – o universo das novelas – não há compromisso algum com a realidade, preservados os valores éticos e morais. É o terreno da liberdade de expressão, amplamente protegida a partir da nossa Constituição."

Em outras palavras, a emissora diz que a criação artística é livre para criar, inventar papéis e até profissões. Isso de fato é constitucional, ninguém questiona. O que a emissora, em sua atitude de retranca, parece agora ignorar é que as novelas não tem apenas a finalidade de entreter. Nelas, a Globo tem inserido ações sociais, tais como campanhas anti-homofóbicas, sobre o respeito aos deficientes físicos, sobre o respeito à dignidade da mulher na sociedade, apoio às instituições que cuidam de desaparecidos e outras louváveis formas de conscientização através da dramaturgia. Para mim, ela foge à responsabilidade social que desenvolve e esconde-se atrás da licenciosidade da dramaturgia na hora que bem quer, sobretudo quando é pega com a veiculação de preconceito e equívocos naquilo que deveria ser uma boa formação de opinião e conscientização do comportamento do público.

É lamentável ver, diluídos em vários moldes da programação, o acharque à internet, como a marginalização às redes sociais, como se as novelas e filmes apresentados por ela não apresentassem um conteúdo questionável para a educação de crianças e adolescentes.

Eu poderia ignorar a presença do veneno cultural lançado "ao ar" , uma droga contra a boa formação da família, despejado na sala de estar de cada residência brasileira, através da Globo, com insinuações em alguns casos, e explicitações em outras, de adultério, traições, separações, aversão ao matrimônio, corrupção, roubo, homicídios, violência, suborno, sequestros e tantas ações que ganham alma através dos personagens, nem sempre com um sentido claro,as vezes transmitindo uma mensagem mais negativa que positiva.

Vê-se patroas tratando empregadas como se fosse lixo, programas de humor onde ser pobre é motivo de piada, numa forma sádicas de "ajudar" quando na verdade a resposta é mais um dedo na ferida. Eu diria que, antes de estar preocupada com o tempo que os jovens levam na frente do computador, a  Globo deveria preocupar-se com a própria programação, e perguntar-se sobre a relevância de tanto erotismo, de tanto sexo explícito no "horário nobre", do quanto ganha com a veiculação de comercial recheando suas novelas, que a cada dia são menos interessantes do que já foram. Tudo isso é tão fútil quanto acessar o Orkut, o MSN, o Twitter ou Facebook. A diferença é que enquanto esses jovens passam horas jogando no computador deixam de privilegiar sua audiência. E por fim, é só isso o que os incomoda tanto, além de que através da internet as pessoas tem acesso à críticas dessa natureza que alertam quanto ao verdadeiro papel da Globo no Brasil.

Sugiro a leitura do texto "A Verdadeira Historia da Rede Globo". Repassem esse texto, indiquem para outros amigos, envie para as redes sociais. Goste ou não, a Globo precisa aceitar que, sobretudo com a internet, comunicação não é mais um monopólio dela.